Foto: Canva
por: Pedro Souza
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O Lago Coatepeque, situado em uma caldeira vulcânica de El Salvador, protagoniza um mistério natural. Periodicamente, suas águas profundas abandonam o azul escuro para assumir um tom turquesa vibrante e surreal.
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O fenômeno é intermitente e costuma acontecer entre os meses de junho e agosto. A mudança não tem data fixa e pode durar de alguns dias a várias semanas, transformando completamente a paisagem da região de Santa Ana.
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Investigações apontam para fatores biológicos. O excesso de nutrientes na água pode causar a proliferação explosiva de espécies específicas de microalgas, que absorvem a luz azul e refletem o tom turquesa.
Apesar da beleza visual, o evento exige cautela. Em algumas ocasiões, autoridades declararam estado de emergência, pois o potencial de toxicidade dessas algas para humanos e animais ainda não é totalmente claro.
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A geologia também joga um papel fundamental. Por estar em uma cratera, acredita-se que a atividade geotérmica ou chuvas fortes agitem o fundo, trazendo sedimentos ricos em minerais vulcânicos para a superfície.
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A ciência ainda debate a causa exata, mas o consenso é que não se trata de mágica. É uma interação complexa entre a biologia do lago, a química da água e a física da luz solar incidindo sobre os sedimentos.
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Então, por que fica turquesa? É o resultado da proliferação de microalgas combinada com minerais vulcânicos em suspensão. Juntos, eles alteram a reflexão da luz solar, pintando o lago com essa cor única.
O quiz que revela o continente com a sua vibe.
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