por: Pedro Souza
Foto: Canva
O encontro com os gorilas da montanha é uma das experiências mais emocionantes da natureza. A jornada ocorre em florestas tropicais de altitude, onde o clima dita não apenas o conforto, mas a viabilidade da caminhada.
O terreno é o maior adversário. Na estação chuvosa (março a maio), o solo da floresta vira um lamaçal escorregadio, transformando a trilha em um desafio físico exaustivo e aumentando o risco de quedas.
A burocracia exige planejamento e bolso. As permissões são limitadíssimas e devem ser reservadas 6 meses antes. O custo é alto: cerca de US$ 1.500 em Ruanda e US$ 800 em Uganda, independente da época do ano.
O equipamento é sua armadura. Mesmo na época boa, o ambiente é úmido e hostil. Botas de trekking impermeáveis são obrigatórias, assim como luvas de jardinagem para proteger as mãos de espinhos e urtigas na mata fechada.
A fotografia depende do céu. Gorilas têm pelagem escura e vivem na sombra; portanto, dias de chuva e neblina intensa prejudicam muito as fotos. A estação seca oferece a luz natural necessária para registros nítidos.
A baixa temporada (chuvas) atrai pela economia nos hotéis e pela solidão na trilha. Porém, é indicada apenas para quem tem excelente preparo físico e disposição para enfrentar lama pesada e aguaceiros constantes.
Então, qual a melhor época? Para garantir trilhas firmes, caminhadas seguras e fotos perfeitas, a escolha indiscutível é a estação seca, especificamente de junho a setembro ou de dezembro a fevereiro.
O quiz que revela o continente com a sua vibe.
A sua próxima aventura começa agora.