por: Pedro Souza
Foto: Canva
Remar na Antártica não é um passeio turístico comum, mas uma atividade opcional exclusiva de cruzeiros de expedição. É a chance rara de navegar em silêncio entre icebergs gigantes e vida selvagem, mas exige preparo.
Esqueça o amadorismo. As operadoras exigem experiência comprovada em caiaque de mar. Você precisa dominar a remada e, crucialmente, saber realizar o auto-resgate (sair e voltar ao barco) em caso de viragem.
A triagem é física e médica. Além de ter idade mínima (geralmente 16 ou 18 anos), você precisará preencher formulários médicos detalhados comprovando que tem saúde e condicionamento para enfrentar o esforço no frio.
A exclusividade gera escassez. Como os navios oferecem apenas 10 a 16 vagas para essa modalidade, é obrigatório reservar a atividade no exato momento da compra do cruzeiro, muitas vezes com um ano de antecedência.
O custo é alto, mas inclui segurança. O valor adicional varia entre US$ 900 e US$ 1.500. Isso cobre guias especializados, botes de apoio e equipamentos vitais, como o traje seco (dry suit) que protege da hipotermia.
A natureza é quem manda. Mesmo pagando, as saídas dependem totalmente das condições climáticas. Ventos fortes, mar agitado ou excesso de gelo podem cancelar a atividade a qualquer momento por segurança.
Então, como fazer? O caminho único é contratar um cruzeiro de expedição (como Quark ou Aurora), adicionar o pacote de caiaque na reserva antecipada e comprovar experiência técnica para ser aceito.
O quiz que revela o continente com a sua vibe.
A sua próxima aventura começa agora.