por: Pedro Souza
Foto: Canva
A Namíbia é um país de extremos climáticos. Embora possa ser visitada o ano todo, a escolha da data muda drasticamente a experiência, forçando o viajante a decidir entre paisagens verdes ou facilidade de ver animais.
O verão (novembro a abril) é a estação das chuvas. O deserto ganha uma cobertura verde rara e vibrante, sendo o momento perfeito para quem ama ornitologia, já que as aves migratórias chegam em massa.
Porém, a chuva é inimiga do safári clássico. Com água disponível em poças espalhadas por toda parte e vegetação densa (bush), os animais se dispersam e se escondem, tornando o avistamento muito mais difícil e incerto.
A dinâmica muda quando a água seca. O inverno traz dias de céu azul infinito e noites frias. A vegetação morre e baixa, limpando o campo de visão e facilitando a localização de predadores e grandes mamíferos.
A sede dita as regras. Na falta de chuva, a vida selvagem é obrigada a se concentrar ao redor dos poucos poços de água (waterholes) permanentes, transformando o Parque Etosha em um aquário natural de animais sedentos.
A alta procura exige antecedência. Como essa é a época nobre, lodges e campings lotam meses antes. Uma alternativa inteligente são os meses de transição (maio e novembro), que oferecem um equilíbrio de clima e preço.
Então, quando ir? Para garantir temperaturas suportáveis nas dunas e a melhor observação de vida selvagem concentrada nos poços de água, a janela ideal é inegavelmente na estação seca, de junho a outubro.
O quiz que revela o continente com a sua vibe.
A sua próxima aventura começa agora.