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Tanzânia exige seguro de US$ 44; veja como contratar

Viajante com mala e passaporte no saguão de um aeroporto, em imagem editorial sobre o seguro obrigatório de entrada na Tanzânia

Quem está planejando um safári ou outro passeio na Tanzânia precisa considerar um novo gasto antes de embarcar. Desde 1º de outubro de 2026, o país exige seguro de viagem específico de visitantes estrangeiros que entram pelo território continental.

A apólice custa US$ 44 por visitante e pode cobrir até 92 dias. Para brasileiros que chegam por Dar es Salaam ou seguem para parques nacionais, a cobrança entra no orçamento e na preparação dos documentos de viagem.

Uma orientação oficial publicada em 7 de outubro também esclareceu a situação de quem combina o continente com Zanzibar: em determinadas condições, não é necessário comprar duas apólices para a mesma viagem.

O seguro obrigatório já está valendo para quem viaja à Tanzânia?

Sim. O Ministério das Finanças informou que a exigência começou em 1º de outubro de 2026 para visitantes estrangeiros que entram na Tanzânia continental. O comunicado foi divulgado pela representação diplomática do país em setembro.

O valor anunciado é de US$ 44 por pessoa, com duração de cobertura de até 92 dias. A proteção obrigatória inclui atendimento em emergências médicas, respeitados os termos e limites da apólice.

O novo requisito não deve ser confundido com o seguro já exigido para visitantes de Zanzibar desde 2024. Agora também existe uma regra específica para quem entra inicialmente pela parte continental do país.

Quem precisa pagar e há alguma exceção?

A regra alcança visitantes estrangeiros sujeitos à exigência de entrada na Tanzânia continental, incluindo turistas brasileiros. Quem visita o país precisa conferir a condição migratória e a apólice aplicável antes de viajar.

O aviso da Zanzibar Insurance Corporation menciona isenção na exigência continental para viajantes elegíveis de países da Comunidade da África Oriental (EAC) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Essa exceção não se estende automaticamente às regras de Zanzibar.

Como as regras podem variar conforme a situação do passageiro, não é prudente presumir isenção apenas por ter outro seguro de saúde ou viagem. A contratação exigida deve seguir as orientações oficiais da entrada escolhida.

Como contratar o seguro no site correto?

O critério mais importante é o primeiro ponto de entrada na Tanzânia. Quem chega inicialmente ao território continental deve consultar o portal oficial da National Insurance Corporation (NIC) para solicitar a cobertura.

Se Zanzibar for o primeiro local de entrada, a orientação é utilizar o portal oficial da Zanzibar Insurance Corporation (ZIC). Não escolha o portal apenas pelo destino em que pretende passar mais dias.

No portal correspondente, siga as etapas indicadas para informar os dados da viagem, solicitar a apólice e efetuar o pagamento. Confirme o valor exibido, a identificação do segurado e a validade antes de finalizar.

O governo recomenda providenciar a contratação antes da partida para diminuir o risco de contratempos ou atrasos na chegada. Guarde uma cópia eletrônica ou impressa do certificado e do QR Code recebido.

Quem vai fazer safári e depois ir a Zanzibar paga duas vezes?

Em regra, não deve pagar duas vezes pelo seguro obrigatório na mesma viagem se já tiver uma apólice válida e aplicável. A ZIC esclareceu essa situação em 7 de outubro, após o início da nova cobrança no continente.

Por exemplo, o turista que entra pela Tanzânia continental, contrata corretamente o seguro da NIC e segue depois para Zanzibar não precisa adquirir outra apólice apenas por mudar de região, desde que a cobertura permaneça válida e aplicável.

A lógica também vale para quem entra primeiro por Zanzibar, utiliza o seguro da ZIC e depois visita o continente. A orientação oficial prevê reconhecimento da apólice correspondente ao primeiro ponto de entrada.

Atenção para viagens já contratadas: quem adquiriu uma apólice ZIC válida antes de 1º de outubro de 2026 não precisa cancelá-la ou comprar outra exclusivamente porque o roteiro começa no continente. A explicação consta no esclarecimento oficial da ZIC.

E se o viajante já tiver seguro contratado no Brasil?

O seguro obrigatório de entrada é uma exigência administrativa específica, e uma apólice privada contratada no Brasil não deve ser considerada substituta automática. Quem já tem seguro deve verificar se ainda precisa emitir o certificado exigido pelo governo tanzaniano.

Também não é seguro concluir que a cobertura obrigatória resolve qualquer situação. Franquias, exclusões, limites e condições precisam ser conferidos no contrato, especialmente para atividades previstas no roteiro e eventuais emergências.

O que conferir antes de embarcar?

Verifique por qual aeroporto, porto ou fronteira ocorrerá sua primeira entrada. Depois, acesse o portal oficial correspondente, confira se o seguro será válido em todo o período planejado e guarde o certificado com QR Code.

Quem vai visitar tanto o continente quanto Zanzibar deve manter esse comprovante acessível durante o deslocamento. A seguradora pode verificar a autenticidade e o prazo da apólice na entrada ou na passagem entre regiões.

Por fim, confirme as exigências migratórias e de saúde separadamente. O seguro obrigatório não substitui visto, passaporte ou outros requisitos aplicáveis, e as condições de cobertura podem ser atualizadas pelas autoridades.

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